Endocrinologia Pediátrica

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Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri

Matéria Publicada em 17/05/2009 no Caderno Saúde do Jornal O Diário do Norte do Paraná

Hormônio de Crescimento: Quando usar?

OMSCrescimento

O hormônio de crescimento foi descoberto na década de sessenta, desde então, tem-se estudado muito o seu uso em várias doenças. Uma das principais indicações do uso do hormônio de crescimento ou GH (como é conhecido pela sigla em inglês Growth Hormone) é nos pacientes que apresentam a falta desse hormônio.

A deficiência do GH pode ser genética ou adquirida. Dentre as causas genéticas temos:

  • Alterações dos genes que produzem GH;
  • Síndromes genéticas como Turner, Noonan e Prader-Willi;
  • Deficiências familiares de GH;
  • Causas adquiridas;
  • Trauma de crânio (ex. acidentes de carro, quedas);
  • Infecções do Sistema Nervoso Central (ex. Meningites);
  • Tumores do Sistema Nervoso Central (ex. Craniofaringioma).

Existem outras situações em que o hormônio de crescimento parece ser insuficiente, apresentando certa resistência para agir como:

  • Deficiência parcial de GH;
  • Insuficiência Renal Crônica;
  • Crianças pequenas para idade gestacional, com peso no nascimento menor que 2,5 kg e/ou estatura menor que 46 cm, sem recuperação estatural até os 2 anos.

Nesses casos também está indicado o uso de GH, para o adequado crescimento e desenvolvimento. Essas seriam as situações clássicas do uso do GH, mas muitas outras têm sido investigadas. Uma delas é a Baixa Estatura Idiopática (sem causa definida), onde se afasta todas as possibilidades de doenças, mas a criança continua não crescendo bem, com estatura muito abaixo da média ou do padrão familiar. Nesse caso também está liberado o uso do GH, mas com resultados variáveis. Algumas crianças surpreendem com um excelente crescimento, já outras com menor ganho estatural. O tratamento, quando necessário, é realizado através de pequenas injeções diárias (tipo insulina), até completar o crescimento, com avaliações periódicas com um endocrinologista pediátrico.

Um dos maiores inconvenientes do tratamento com GH é o custo. No Brasil, o governo financia o tratamento para casos comprovados de deficiência do hormônio de crescimento na Síndrome de Turner (meninas baixas sem desenvolvimento sexual) e nos casos de Insuficiência Renal Crônica.

Drª Adriana Beletato S. Balancieri
Endocrinologista Pediátrica

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