Síndrome Metabólica na criança e no adolescente
A Síndrome Metabólica é o conjunto de alterações no organismo, que se inicia na infância e que aumentam os riscos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.
A Obesidade e a Síndrome Metabólica estão aumentando progressivamente nas últimas três décadas, na população pediátrica do Brasil e do mundo. Não se tem números exatos desta síndrome no Brasil, mas os números variam de 10% a 30% conforme a região e a população estudada, sendo prevalente entre crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade.
Diante disso, torna-se muito importante a prevenção da Síndrome, pois se conseguir detectar precocemente é possível reverter suas complicações.
Critérios para Síndrome Metabólica segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF):
1. Obesidade central, medida através da circunferência abdominal (conforme tabelas para idade);
2. Triglicerídeos: maior que 150mg/dl;
3. HDL Colesterol: menor que 40mg/dl (colesterol bom reduzido);
4. Hipertensão arterial: (conforme tabelas para cada idade);
5. Glicemia de jejum alterada: maior que 100mg/dl.
Para fechar o diagnóstico da Síndrome Metabólica é necessário obesidade central, associada a outros dois critérios acima.
Já na vida adulta, a Síndrome Metabólica está relacionada às principais causas de morte do mundo, tais como diabetes, dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados), doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral – AVC). Todas essas doenças podem ser prevenidas, se já na infância iniciar com uma alimentação equilibrada, com a prática regular de atividades físicas e com as consultas médicas periódicas.
Segue abaixo os sinais de alerta para que os próprios pais possam detectar aquelas crianças e adolescentes que estão com maior risco para a Síndrome Metabólica.
1. Mancha escura no pescoço, axilas ou virilha (Acantose nigricans): sinal do pré-diabetes;
2. Obesidade abdominal (barriguinha sobre a calça);
3. Ganho excessivo de peso no último ano;
4. Parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou avós) com infarto ou AVC antes dos 55 anos em homens ou 60 anos em mulheres;
5. Obesidade, diabetes tipo 2, colesterol ou triglicerídeos alto na família.
Especialmente as crianças e os adolescentes que apresentam algum dos sinais acima devem procurar o endocrinologista pediátrico, especialista desta área, para realizar a avaliação completa e se necessário iniciar o tratamento precoce a fim de evitar complicações futuras.
Drª Adriana Beletato S. Balancieri
Endocrinologista Pediátrica
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