Endocrinologia Pediátrica

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Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri

Matéria Publicada em 19/07/2009 no Caderno Saúde do Jornal O Diário do Norte do Paraná

Alterações do Cálcio e Vitamina D na infância e adolescência

O cálcio é um elemento fundamental para o desenvolvimento da criança e do adolescente, pois exerce diversas funções metabólicas no organismo. Dentre as principais funções estão: participação da formação óssea, crescimento e ainda na ação de vários hormônios.

O metabolismo do cálcio por sua vez está ligado ao da vitamina D, que é formada em nossa pele através dos raios solares (raios ultravioleta). Esta vitamina D posteriormente é metabolizada no fígado e nos rins, através de enzimas, tornando-se ativa em nosso organismo e ajudando principalmente na mineralização óssea.

Mesmo sendo tão importante a maioria das crianças e dos adolescentes não consomem a quantidade necessária de cálcio, que é encontrado especialmente no leite e derivados (ex. queijos e iogurtes) e além disso, ficam pouco expostas ao sol. Esta ingesta insuficiente de cálcio e pouca exposição solar podem ocasionar várias doenças endocrinológicas, tais como: raquitismo, déficit do crescimento, baixa massa óssea na criança e osteoporose no adulto.

No caso de raquitismo, é possível classificar em quatro tipos distintos:

1. Nutricional – causado pela deficiência de vitamina D e/ou cálcio;

2. Hipofosfatêmico – doença genética ligada ao cromossono X, onde há perda de fósforo e que também pode comprometer o cálcio;

3. Dependente de vitamina D tipo I – falha na produção da vitamina D ativa;

4. Dependente de vitamina D tipo II – resistência a vitamina D ativa por alteração no receptor.

Dos tipos de raquitismo citados, vale ressaltar que no Brasil o tipo mais comum é o nutricional.

Outra alteração freqüente são distúrbios do crescimento ou dores ósseas em crianças que consomem pouco leite e derivados ou que consomem o leite de soja. Nessas crianças e adolescentes é necessário fazer suplementação com cálcio, especialmente nas que usam somente o leite de soja e derivados, pois estes produtos, em sua maioria, não contém cálcio.

Enfim, é na infância, e especialmente na adolescência, que formamos a massa óssea, onde ocorre o estirão do crescimento, sendo assim um período crítico para uma boa ingesta de cálcio. Desta forma é possível evitar doenças como as citadas acima e outras que podem ser prevenidas, por exemplo, a osteporose do adulto.

Drª Adriana Beletato S. Balancieri
Endocrinologista Pediátrica

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