Endocrinologia Pediátrica

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Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri

Matéria Publicada em 16/08/2009 no Caderno Saúde do Jornal O Diário do Norte do Paraná

Vamos combater o colesterol infantil?

Dia 14 de agosto é o dia internacional de combate ao colesterol. Antigamente, pensava-se que o aumento do colesterol e triglicerídeos era um problema apenas de adultos e idosos. Atualmente este é um motivo de preocupação também nas crianças e nos adolescentes.

A primeira causa de morte em todo o mundo são as doenças cardiovasculares, tais como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), que ocorrem cada vez mais cedo e que estão intimamente relacionadas ao aumento desses lipídeos (gorduras).

Especialmente nas últimas décadas, com as mudanças nos hábitos alimentares, com o grande consumo desde a infância de alimentos industrializados que são repletos de gorduras trans e saturadas, e associado a redução da atividade física, culminou num grande aumento dos casos de dislipidemia (alteração dos lipídeos) nas crianças e adolescentes.

O acúmulo desses lipídeos nos vasos sanguíneos formam as placas de ateroma dificultando a passagem do sangue. Quando essas placas se rompem, pode ocorrer obstrução do vaso sanguíneo e assim levar ao infarto ou AVC. É importante saber que já é possível encontrar estas placas de gordura em crianças e adolescentes, mas que com o tratamento precoce, elas podem regredir.

Vale ressaltar também que as alterações de colesterol e triglicerídeos ocorrem mais em pessoas com sobrepeso ou obesidade, no entanto, existe também a dislipidemia familiar. Nestes casos, são crianças ou adolescentes magros, com colesterol e/ou triglicerídeos altos, geralmente, com outros casos na família. Essa alteração genética do colesterol é mais comum do que se pensa, afetando 1 a cada 500 indivíduos, sendo que muitos tem a doença e não sabem, pois nunca fizeram exames.

Tendo em vista o aumento crescente das dislipidemias, tanto de causa alimentar como genética, vale o alerta aos pais para que façam avaliações periódicas de seus filhos, visto que é um problema que se inicia na infância e que se tratado corretamente pode prevenir as complicações futuras.

Drª Adriana Beletato S. Balancieri
Endocrinologista Pediátrica

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